25/08/2026 - Dia D da Multivacinação contabiliza 309 doses aplicadas em Araxá
Nesta quarta-feira (26), porém, todas as salas de vacina do município terão atendimento encerrado às 12h30. Foto: PMA O Dia D da Campanha de Multivacinação contabilizou 309 doses aplicadas em Araxá no último sábado (22). A mobilização foi promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, e ocorreu na Unicentro e na Uninordeste. Do total, 202 doses foram administradas na Unicentro e 107 na Uninordeste. A ação teve como público prioritário crianças e adolescentes menores de 15 anos, mas pessoas de outras faixas etárias também puderam receber as vacinas indicadas. Durante o atendimento, as equipes avaliaram as cadernetas e aplicaram doses previstas no Programa Nacional de Imunizações (PNI), com o objetivo de atualizar esquemas vacinais que estivessem incompletos ou em atraso. Entre os imunizantes mais aplicados durante o Dia D, a Influenza ficou em primeiro lugar, com 126 doses. Na sequência aparecem a vacina contra a Febre Amarela, com 26 aplicações, e a Varicela, com 23. Cobertura vacinal preocupa em algumas faixas O balanço da Secretaria Municipal de Saúde também mostra que algumas vacinas ainda apresentam cobertura abaixo das metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Entre adolescentes, a cobertura da vacina meningocócica ACWY está em 56,66%, enquanto a do HPV chega a 70%. Na vacinação contra a Dengue, a primeira dose registra cobertura de 67,15% e a segunda, de apenas 35,26%. Já a Influenza apresenta 49,16% de cobertura entre os grupos prioritários. Para a maioria das vacinas do calendário infantil, o Ministério da Saúde estabelece como referência uma cobertura de 95%. Para BCG e Rotavírus, a meta é de 90%. Entre crianças menores de 1 ano, a cobertura da Febre Amarela está em 79,62%; a da VIP, que protege contra a poliomielite, em 82,34%; a da Pneumo 10, em 82,74%; a da Meningite C, em 79,21%; a da vacina Penta, em 81,52%; e a do Rotavírus, em 82,88%. A partir de 1 ano, a primeira dose da Tríplice Viral apresenta cobertura de 88,99% e a segunda, de 75,54%. O primeiro reforço da DTP está em 69,29%; o reforço da VIP, em 75,41%; a Varicela, em 79,21%; e a Pneumo 10, em 81,39%. Aos 4 anos, o segundo reforço da DTP registra 78,04%, enquanto a segunda dose da Varicela chega a 94,89% e o reforço da Febre Amarela, a 87,29%. Segundo a coordenadora de Imunização de Araxá, Érica Fonseca, os índices variam de acordo com o imunizante e a faixa etária, mas algumas coberturas precisam ser ampliadas. “Precisamos aumentar principalmente a cobertura da Influenza, ACWY, HPV, Dengue e também dos reforços do calendário infantil. É importante que pais e responsáveis confiram o cartão de vacinação e procurem uma unidade de saúde para atualizar as doses que estiverem em atraso”, orienta. Vacinação continua nas unidades de saúde Mesmo após o Dia D, a população pode procurar as unidades de saúde de Araxá para verificar a situação vacinal e receber as doses indicadas. A orientação é levar o cartão de vacinação para que a equipe avalie quais imunizantes precisam ser atualizados. A vacinação faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e segue disponível durante todo o ano, conforme as recomendações para cada faixa etária. Nesta quarta-feira (26), porém, todas as salas de vacina do município terão atendimento encerrado às 12h30. A alteração ocorre devido a uma capacitação presencial das equipes. Horários de vacinação de 24 a 28 de agosto Unicentro — vacinação contra Covid-19 e Influenza apenas para crianças. Segunda, terça e quinta-feira, das 7h30 às 16h; quarta-feira, das 7h às 12h30; sexta-feira, das 7h30 às 15h. Unileste — segunda, terça e quinta-feira, das 7h30 às 16h; quarta-feira, das 7h às 12h30; sexta-feira, das 7h30 às 15h. Uninorte — segunda e terça-feira, das 7h30 às 16h; quarta-feira, das 7h30 às 12h30; quinta e sexta-feira, das 7h30 às 14h. Unisul — segunda, terça e quinta-feira, das 7h30 às 16h; quarta-feira, das 7h às 12h30; sexta-feira, das 7h30 às 12h. Unisa — de segunda a quinta-feira, das 7h30 às 12h30; sexta-feira, das 7h30 às 12h. Unioeste, Uninordeste, ESF Pão de Açúcar e USF Max Neumann — segunda, terça e quinta-feira, das 7h30 às 16h; quarta-feira, das 7h30 às 12h30; sexta-feira, das 7h30 às 12h. A recomendação da Secretaria Municipal de Saúde é que pais, responsáveis e demais moradores confiram a caderneta e procurem a unidade de referência para verificar se há doses em atraso.
25/08/2026 - Araxá celebra Dia do Feirante com destaque para agricultura familiar e desafios da categoria
A Assogran foi fundada em 1991 e, desde então, passou por diferentes espaços até chegar à estrutura atual. Foto: Alex Xexéu O Dia do Feirante é celebrado nesta terça-feira (25), data que reconhece o trabalho de profissionais responsáveis por levar alimentos, produtos artesanais e outros itens diretamente aos consumidores. Em Araxá, a atividade é representada pela Associação dos Hortifrutigranjeiros de Araxá (Assogran), que reúne 45 associados e mantém feiras em três pontos da cidade. A entidade atua no bairro Santo Antônio, na região central e no bairro Urciano Lemos, onde acontece aos domingos a tradicional Feira Livre Radialista Silmar Borges. Segundo informações divulgadas recentemente, as atividades da associação representam cerca de 200 empregos diretos e indiretos e movimentam a economia local. Em entrevista à Rádio Imbiara nesta terça-feira (25), o presidente da Assogran, Marcos Antônio Soares Lopes, conhecido como Marquinho da Feira, falou sobre a história da associação, a importância da agricultura familiar e as principais reivindicações dos feirantes. Mais de três décadas de história A Assogran foi fundada em 1991 e, desde então, passou por diferentes espaços até chegar à estrutura atual. Marquinho da Feira participou da fundação da entidade e acompanha a trajetória dos feirantes desde o início. Ao longo dos anos, as feiras foram realizadas em diferentes pontos de Araxá. Atualmente, a associação concentra suas atividades em três locais, levando produtos da agricultura familiar e outros serviços à população. "Ela é fundada em 1991. Hoje vai completar aí 36 anos de existência da feira. Eu sou um dos fundadores dela, estou aqui desde a época que inauguramos." A estrutura atual reúne principalmente produtores rurais, mas também conta com praça de alimentação, artesanato e outros pequenos comerciantes. Para Marquinho, a diversidade de produtos é parte importante da identidade das feiras. "O foco hoje é a agricultura familiar, onde a gente produz e traz a mercadoria fresquinha pra feira. Hoje nós somos 45 associados, não só de produtores rurais, tem a praça de alimentação e tem umas lojinhas também, que são os artesanatos." Além da comercialização de alimentos, a atividade tem impacto direto na geração de renda. Dados divulgados pela Assogran em reuniões recentes apontam que os 45 associados representam aproximadamente 200 empregos diretos e indiretos em Araxá.A Feira Livre Radialista Silmar Borges, no Urciano Lemos, é apontada como um dos principais pontos da associação. Fotos: Alex Xexéu Feirantes apresentam demandas ao poder público A celebração do Dia do Feirante também ocorre em meio a discussões sobre melhorias para a categoria. Nas últimas semanas, representantes da Assogran participaram de reuniões com o poder público municipal para apresentar demandas relacionadas à estrutura das feiras, limpeza, segurança, trânsito e regularização dos espaços utilizados pelos trabalhadores. Na entrevista, Marquinho destacou principalmente a necessidade de apoio aos produtores rurais, com equipamentos que possam facilitar o trabalho no campo, além de manutenção e limpeza dos espaços das feiras. "A gente está pedindo o apoio do poder público aí, pra incentivar, principalmente na área da agricultura, que hoje a gente está necessitando de maquinário, pra que o produtor tenha mais facilidade pra estar produzindo." A associação também defende a organização e regularização de outros comerciantes que atualmente trabalham nas ruas. Segundo Marquinho, a criação de novos espaços de feira em outros bairros poderia ser uma alternativa para ampliar a atividade e organizar os trabalhadores. Entre os locais citados por ele estão Jardim Europa, São Geraldo e Jardim Natália, que já teriam demandas pela realização de feiras. "A gente pede pra que regularizem o pessoal que está na rua, porque eles têm até um projeto de montar uma outra feira. Tem várias indicações aí pra que montem feira em outros bairros, exemplo ali no Jardim Europa, São Geraldo, Jardim Natália." Diálogo com o município As reivindicações apresentadas pela Assogran já vêm sendo discutidas com representantes da Prefeitura e da Câmara Municipal. Em reunião realizada em agosto, foram definidos encaminhamentos envolvendo limpeza dos espaços, fiscalização, trânsito e questões relacionadas à estrutura das feiras. Também está em discussão a renovação do termo de cessão da área utilizada pela feira do bairro Urciano Lemos. A medida busca garantir maior segurança jurídica para a continuidade das atividades no local. A Feira Livre Radialista Silmar Borges, no Urciano Lemos, é apontada como um dos principais pontos da associação e recebe aproximadamente 4 mil visitantes aos domingos, segundo informações divulgadas pelo poder público e por veículos locais. Orgulho de ser feirante Para Marquinho, a história da Assogran também está diretamente ligada à trajetória pessoal de muitos dos trabalhadores que passaram pela feira ao longo das últimas décadas. Ele afirma que a atividade permitiu que diversos feirantes construíssem suas vidas e seus patrimônios. "Pra nós é um orgulho muito grande ser feirante. Hoje, graças a Deus, tudo que eu conquistei e vários colegas nossos aí conquistaram na vida deles é devido à feira. Hoje, se eu tenho uma chácara, é devido à feira. Então, tudo saiu daqui." No Dia do Feirante, a Assogran celebra a trajetória construída desde 1991 e, ao mesmo tempo, mantém as reivindicações por melhores condições para produtores e comerciantes. A entidade defende que o fortalecimento das feiras beneficia não apenas os trabalhadores, mas também os consumidores e a economia local. "É onde que a gente está sempre batalhando aí pra que cada dia ela possa estar melhorando."
25/08/2026 - Araxá é habilitada no Programa De Volta Para Casa para ampliar reinserção social em saúde mental
O Programa De Volta Para Casa é destinado a pessoas que permaneceram internadas por pelo menos dois anos em hospitais psiquiátricos ou hospitais de custódia. Foto: Alex Xexéu Araxá foi habilitada a participar do Programa De Volta Para Casa, do Ministério da Saúde, iniciativa criada para apoiar a reinserção social de pessoas que passaram longos períodos internadas em hospitais psiquiátricos ou de custódia. A adesão do município permite que pacientes que atendam aos critérios possam solicitar o auxílio-reabilitação psicossocial, atualmente de R$ 755 por mês. A informação foi detalhada nesta terça-feira (25), durante entrevista à Rádio Imbiara, pela referência técnica em saúde mental de Araxá, Alessandra Silva. Segundo ela, o benefício representa uma forma de dar mais autonomia às pessoas que deixam instituições de longa permanência e precisam reconstruir a vida em comunidade. "Esse benefício vem pra dar uma autonomia pra esse sujeito, pra que ele saia e tenha uma referência que consiga auxiliar com a sua família, pra comprar medicação, pra auxiliar na moradia, em tudo que ele precisar pra essa reinserção social." O Programa De Volta Para Casa foi criado em 2003 e é destinado a pessoas que permaneceram internadas por pelo menos dois anos em hospitais psiquiátricos ou hospitais de custódia. De acordo com o Ministério da Saúde, o auxílio pode ser acumulado com outros benefícios, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), Bolsa Família, aposentadorias e pensões. Internações de longa permanência A política está relacionada ao processo de desinstitucionalização da saúde mental e à mudança do modelo de atendimento após a Reforma Psiquiátrica. A proposta é substituir, sempre que possível, a permanência prolongada em instituições por um cuidado realizado no território, próximo da família e da comunidade. Em Araxá, Alessandra explica que, atualmente, situações que exigem internação são encaminhadas para serviços de referência, como o Instituto Maria Modéstia, em Uberaba. Nesses casos, segundo ela, a permanência é temporária. "Esse paciente fica no máximo quarenta e cinco dias. Essa internação de longos anos, após a reforma psiquiátrica, ela está se extinguindo." O próprio Ministério da Saúde define os Centros de Atenção Psicossocial, os CAPS, como serviços substitutivos ao modelo hospitalocêntrico, voltados ao acompanhamento de pessoas em sofrimento psíquico, inclusive em situações de crise. A orientação é que o cuidado seja realizado de forma articulada com a família e com outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial. Acompanhamento pelo CAPS Em Araxá, o acesso ao benefício está relacionado ao acompanhamento pela rede municipal de saúde mental. O CAPS participa do processo de retorno do paciente à cidade, com articulação entre os serviços de saúde, familiares e instituições onde a pessoa esteve internada. De acordo com Alessandra, antes do retorno são realizadas reuniões entre as equipes e também contatos com o paciente e seus familiares para preparar a reinserção social. "A gente faz diversas reuniões com os hospitais, a gente faz reunião online com o paciente também e com a sua família pra estreitar esses laços pra que ele possa retornar pra cidade." A referência técnica destaca ainda que o CAPS é um serviço de porta aberta para pessoas que estejam enfrentando situações graves de sofrimento mental. A estrutura conta com equipe multiprofissional e oferece acompanhamento contínuo, atividades terapêuticas e apoio para fortalecer a autonomia e os vínculos sociais. "O CAPS é um serviço substitutivo à internação. Então, ele é pra casos graves. Portanto, esse paciente que retorna do hospital psiquiátrico, ele tem praticamente o mesmo atendimento que ele teria no hospital, porém em liberdade junto com seus familiares." Benefício pode ser acumulado com o BPC Outro ponto destacado durante a entrevista é a possibilidade de acumular o auxílio-reabilitação psicossocial com outros benefícios sociais. Dessa forma, uma pessoa que já recebe o BPC, por exemplo, pode também ter acesso aos R$ 755 mensais do Programa De Volta Para Casa, desde que cumpra os critérios estabelecidos. "Ele é acumulativo com outros benefícios. Ele vem pra agregar realmente." O valor atual de R$ 755 foi estabelecido pelo Ministério da Saúde em 2024, quando o auxílio passou por um reajuste de 51%, saindo de R$ 500. Na época, mais de 4,1 mil pessoas recebiam mensalmente o benefício em todo o país. Adesão amplia a rede de cuidado A Prefeitura de Araxá informou que formalizou a adesão ao Programa De Volta Para Casa em março deste ano. A habilitação permite que o município solicite o benefício para pacientes acompanhados pela rede municipal de saúde mental. Para Alessandra, a participação no programa representa mais uma etapa no fortalecimento da política de saúde mental do município, especialmente no atendimento a pessoas que precisam retomar a convivência familiar e comunitária após períodos prolongados de institucionalização. "Estamos aí, mais uma vez, trazendo um benefício muito importante para esse paciente." O Ministério da Saúde mantém informações sobre os critérios, documentação e funcionamento do Programa De Volta Para Casa em sua página oficial.
25/08/2026 - Princípio de incêndio atinge relojoaria no Centro de Araxá na manhã desta terça (25)
Um princípio de incêndio atingiu uma relojoaria na manhã desta terça-feira (25), na Rua Presidente Olegário Maciel, no Centro de Araxá. Foto: Alex Xexéu Um princípio de incêndio foi registrado na manhã desta terça-feira (25) em uma relojoaria localizada na Rua Presidente Olegário Maciel, nº 254, no Centro de Araxá. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais foi acionado por volta das 9h53 para atender à ocorrência. Quando a equipe chegou ao local, o princípio de incêndio já havia sido controlado pelo proprietário da loja e comerciantes vizinhos, com o uso de um extintor de incêndio de pó químico seco. Segundo o proprietário, o incêndio começou enquanto ele manuseava benzeno durante a manutenção de um relógio. De acordo com o sargento Dionísio, o início rápido do combate às chamas foi importante para evitar que o fogo se espalhasse para estabelecimentos vizinhos. “Quando nós chegamos aqui, o proprietário já tinha começado o combate usando pó químico, o que foi de suma importância. Faltou apenas o trabalho de rescaldo, e não houve mais riscos para as lojas adjacentes”, explicou o militar em entrevista à Rádio Imbiara.De acordo com o sargento Dionísio, o início rápido do combate às chamas foi importante para evitar que o fogo se espalhasse para estabelecimentos vizinhos. Foto: Alex Xexéu Após o controle das chamas, os bombeiros realizaram uma varredura no interior do estabelecimento para verificar a existência de pontos de calor que pudessem provocar uma reignição. Nenhum novo foco foi identificado. O sargento também destacou a importância da prevenção e da presença de equipamentos adequados de combate a incêndios nos estabelecimentos comerciais. “O extintor foi fundamental neste caso. É importante que os estabelecimentos estejam preparados e que as pessoas tenham cuidado no manuseio de determinados produtos”, ressaltou. Não houve feridos. Os danos materiais ainda estão sendo apurados. Após a vistoria e a confirmação de que o local estava seguro, a ocorrência foi encerrada e a equipe da 2ª Companhia do Corpo de Bombeiros retornou à sede. A ocorrência foi atendida pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, por meio da 2ª Companhia de Bombeiros Militar de Araxá.