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01/10/2026 - Drones vão sobrevoar 500 hectares de Araxá para identificar possíveis criadouros do Aedes aegypti

Drones sobrevoam 500 hectares de Araxá para identificar possíveis criadouros do Aedes aegypti. Desde 2024, mais de 8 mil focos em potencial foram identificados pela tecnologia. Fotos: Caio César
A Prefeitura de Araxá iniciou nesta quinta-feira (1º) mais uma etapa de sobrevoo com drones para identificar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O trabalho abrange aproximadamente 500 hectares, com prioridade para regiões que apresentam maiores índices de infestação, incluindo o Centro e áreas do entorno.

Em entrevista à Rádio Imbiara, o supervisor-geral dos agentes de endemias da Prefeitura, Paulo Henrique Honorato, explicou que o mapeamento considera dados do Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) e das ovitrampas, armadilhas utilizadas para coletar ovos do mosquito e avaliar o nível de infestação.

Segundo Honorato, os drones permitem localizar recipientes com água parada e possíveis focos em áreas de difícil acesso ou que não são facilmente identificadas durante as vistorias realizadas pelos agentes de endemias.Paulo Henrique Honorato, supervisor-geral dos agentes de endemias da Prefeitura de Araxá, falou sobre o uso de drones no combate ao mosquito Aedes aegypti. Fotos: Caio César

Mais de 8 mil possíveis criadouros identificados

De acordo com o supervisor, desde o início do uso da tecnologia em Araxá, em 2024, mais de 8 mil possíveis criadouros foram identificados. Entre os pontos encontrados estão piscinas, recipientes plásticos e materiais descartados que podem acumular água.

Após o levantamento, as equipes realizam ações de eliminação, tratamento e monitoramento dos locais identificados. Também são feitas vistorias posteriores para verificar a situação dos pontos considerados críticos.

Os dados do sobrevoo iniciado nesta quinta-feira ainda serão consolidados. Conforme Paulo Henrique, a empresa responsável pelo serviço tem prazo de até sete dias úteis após a coleta para apresentar o relatório com os resultados.

Tecnologia deve se tornar política contínua

O supervisor destacou que o uso dos drones permite analisar áreas extensas em menos tempo. Segundo ele, um território que poderia levar semanas para ser percorrido pelas equipes pode ser mapeado com mais agilidade por meio da tecnologia.

A escolha das regiões considera os resultados do LIRAa e das ovitrampas, que ajudam a direcionar as ações de combate ao mosquito. Além dos sobrevoos, o município realiza mutirões de limpeza, atividades educativas e visitas dos agentes de endemias.

A etapa desta quinta-feira encerra o ciclo de sobrevoos previsto para 2026. A partir do próximo ano, a intenção é incorporar a tecnologia de forma contínua ao planejamento municipal de combate à dengue e a outras arboviroses.

O projeto é custeado pelo Governo de Minas Gerais. Segundo Honorato, Araxá foi contemplada após manifestar interesse e apresentar a documentação necessária para participar da iniciativa.

A Prefeitura reforça que a população também deve colaborar, eliminando recipientes que acumulem água parada e mantendo quintais e terrenos limpos.